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Como gerenciar mudanças na crise

Sabemos que este é um momento de pandemia que denominamos “o novo normal”. Ou seja, até então, o que foi considerado “normal”, não é mais. É essencial lidarmos com a crise e gerenciarmos as mudanças necessárias com nossa equipe assim como com a família.

Por que mudar pode ser difícil e desafiador?

O desconhecido traz muito medos e naturalmente ficamos presos a tudo aquilo que é conhecido, com nossos hábitos, costumes e crenças (aquilo que acreditamos ser o correto e adequado à cada situação).

Neste instante, quantas pessoas existem no mundo com medo de morrer ou de perder o emprego ou sua empresa?

E quais reações esses medos podem trazer? E as nossas suposições?

  

Dois professores americanos da Universidade de Harvard, Robert Kegan e Lisa Lahey, estudam há muitos anos a imunidade à mudança e eles apresentam uma forma para qualquer ser humano compreender o motivo pelo qual mudar pode ser difícil.

Dois são os pensamentos desses autores. O primeiro deles diz que a resistência à mudança é parte natural do nosso sistema de proteção e trabalha para nos ajudar a manter os compromissos profundos e ocultos  que temos com grandes suposições  e crenças, que foram construídas por nós mesmos, Por isso eles chamam de “imunidade”, que não é necessariamente resistência.

O segundo pensamento é que conscientemente não conhecemos essas grandes suposições e crenças, o que dificulta mudarmos. Elas disputam com tudo aquilo que queremos fazer e não conseguimos.

 E como líderes, faz-se necessário reconhecer e identificar quais são essas grande suposições e crenças que nos impedem, diariamente, de alcançar objetivos e resultados também com nossa equipe nas situações do dia-a-dia e principalmente agora com a quarentena e Corona vírus.

Isso quebraria o nosso sistema imunológico que deixa de enxergar a mudança como uma ameaça e possibilitando acontecer mais facilmente.

 

O mapa da imunidade à mudança

Robert Kegan e Lisa Lahey construíram o Mapa de Imunidade à Mudança para conseguirmos descobrir os nossos medos, as nossas grandes suposições e crenças que alimentam nossa imunidade à mudança. É um quadro com 6 colunas e que se recomenda preencher em ordem sucessiva.

 

Feedbacks / ideias de melhoria: a coluna zero representa os feedbacks e ideias de melhoria que você tem recebido. Sugerimos que faça perguntas em sua organização aos seus liderados, sócios, pares, parceiros ou colegas de trabalho (caso você seja colaborador) sobre qual é o único principal comportamento que você precisa desenvolver e que ainda não pratica Anote todas as sugestões recebidas nesta coluna zero. Seja sincero consigo mesmo.

 

Meu objetivo de desenvolvimento: a primeira coluna diz respeito às metas de melhoria que você quer, ou seja, aquilo que está tentando fazer ou quer fazer, mas não consegue ainda. Sugere-se que você escolha um dos itens registrados na coluna zero.

 

Fazendo / não fazendo: a segunda coluna é reservada para você completar com tudo aquilo que você faz ou deixa de fazer e que te atrapalham a alcançar a meta estabelecida na coluna 1 – Meu objetivo de desenvolvimento. Importante destacar que não são sentimos ou emoções e sim seus próprios comportamentos.

 

Meus compromissos competitivos/ocultos: a terceira coluna deve ser preenchida com os comprometimentos internos por trás do que fazemos ou não fazemos. Você deve iniciar com seus medos e receios autênticos e reais. São aqueles medos que normalmente você não comenta com praticamente ninguém. Busque analisar cada item registrado na coluna dois e imagine: se acontecesse o contrário dessa frase que registrei, qual pior medo eu teria? 

A partir daí, transforme cada um dos seus medos te levam a compromisso ocultos, que você se “prende a eles” de forma inconsciente e descobre que tudo isso te impede de alcançar sua meta.

Minhas grandes suposições / crenças: a quarta coluna é onde você irá registrar as suas grandes suposições e crenças. Elas se tornam observáveis quando você olha para aquilo que estão escrito na coluna três, com seus medos e compromissos ocultos e percebe o que te impede de alcançar sua meta e promover mudanças. É importante seguir a ordem de preenchimento, conforme citado anteriormente, pois tentar pular o processo pode te levar a uma grande suposição enganosa, ou seja, você tentando se enganar. Fundamental é preencher passo a passo, pois faz com que suas crenças se tornem conscientes gradativamente, o que torna o sistema imunológico à mudança mais claro para você.

 

Teste da Crença: uma vez registradas de forma clara as suas grandes suposições e crenças, está na hora de testá-las para que, aos poucos, você poderá validá-las ou  invalidá-las dentro de uma proporção mais real.

Para fazer isso, os professores recomendam que se utilize comportamentos de mudança que sejam “SMART”. A sigla, em inglês, significa: 

Seguro

Modesto,

Alcançável e 

Retificador (para se pesquisar e corrigir qualquer visão distorcida, e construída pelas grandes suposições e crenças).

Teste

Para facilitar o planejamento desse teste é possível usar a estrutura a seguir:

 

É importante lembrar experimento deve ter as características SMART para que possamos lidar com ele, ou seja, é importante que ele seja Seguro para nós, Modesto ou pequeno suficiente para sermos capazes de realiza-lo com certa facilidade, Acionável para que possa ser aplicado desde já e Retificador para mantermos a curiosidade ativa e não tentarmos direcionar para o resultado que queremos.

 

O Mapa de Imunidade à Mudança pode ser construído tanto individualmente, quanto para equipes. Para construí-lo junto à equipe, é essencial que cada integrante construa primeiramente o seu mapa individual.

 

Adriana Gontijo

@gontijo_adriana

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